12 TENDÊNCIAS DE
GESTÃO PARA 2017
O ano de 2016 revelou um mundo
cada mais conectado e essa tendência continua sendo o direcionador das grandes
mudanças.
O ano está começando e, nesta
época, é comum que os gestores comecem a se preocupar sobre como suas organizações
serão impactadas pelas inúmeras mudanças que estão por vir.
Pensando nisso, fizemos um levantamento sobre
as tendências de gestão para empresas em 2017, com base em dados de duas
pesquisas: a Future of Work (Futuro do Trabalho) realizada pela ADP -
consultoria de RH - com 2 mil funcionários de empresas no Brasil e em diversos
países; e a FJORD - consultoria de design e inovação da Accenture.
Ambos os estudos são contundentes
em afirmar que as novas tecnologias definitivamente estão mudando radicalmente
a forma como vivemos, nos relacionamos e fazemos negócios.
Ficou interessado em saber quais são essas
tendências para 2017? Então, confira a nossa lista.
1. Big Data
Big Data é um conjunto de dados muito grandes
ou complexos que os aplicativos de processamento de dados tradicionais ainda
não conseguem lidar. Os desafios desta área incluem: análise, captura,
curadoria de dados, pesquisa, compartilhamento, armazenamento, transferência,
visualização e informações sobre privacidade dos dados, os quais impactam
diretamente o negócio de forma estruturada ou não.
Um bom domínio da Big Data garante uma análise
preditiva mais acurada e precisa, que leva à tomada de decisões com mais
confiança. Além disso, melhores decisões podem significar maior eficiência
operacional, redução de risco e redução de custos.
A tendência é que, em 2017, o uso desses dados
seja ainda mais presente nas organizações, que podem se aproveitar das
informações levantadas para planejar estratégias e, consequentemente, crescer e
vender mais.
2. Experiência social
Em 2017, haverá um aumento acentuado do
interesse pela ética digital e uma ampliação do debate sobre o capitalismo
consciente. As organizações, que já possuem foco na experiência do cliente e
dos seus colaboradores, devem se dedicar também à experiência social. Isso
significa levar em consideração o impacto que suas ações terão na sociedade e
no meio ambiente, onde haverá custos ocultos e onde estarão mais expostas.
3. Pensar além do serviço ou produto
Com clientes e consumidores mais sofisticados,
apenas o serviço ou os produtos oferecidos não são diferenciais de venda.
As marcas crescerão se
trabalharem mais para demonstrar a clara diferença que podem fazer na
sociedade. Mais do que experiência é preciso cultivar relacionamentos
significativos com as partes interessadas.
Se uma organização não tiver um propósito
maior do que o crescimento econômico, correrá o risco de ter valores que não
ressoarão nas pessoas. No entanto, se o propósito é compartilhado com seu
público e sua essência é clara, a geração de vínculo está garantida.
4. Inovação colaborativa
O maior desafio das organizações é se adaptar
às inovações com agilidade. A solução é dar voz às partes interessadas e trazer
inovação dirigida pelo usuário para o mercado, rápido.
As organizações terão de centrar seus esforços
nas pessoas. A partir delas, a transformação ocorrerá. Será preciso, primeiro,
inspirar pessoas/líderes/funcionários para criar, depois, um ambiente amigável
às inovações e propenso a elas.
Coloque os usuários no centro do palco.
Permita que os funcionários ajudem a definir o futuro da sua organização.
Invista tempo e recursos em equipes de treinamento para desenvolver novas
habilidades multidisciplinares. Incorpore equipes multifuncionais para sustentar
a inovação.
5. Experiências virtuais
Realidade virtual e realidade aumentada se
tornaram assuntos mais frequentes em 2016 e continuarão a ter espaço em 2017.
Além disso, veio a realidade mista. O jogo Pokémon GO, por exemplo, foi um
exemplo das realidades misturadas levadas a um mercado amplo. Esta iniciativa
combinou realidade virtual e a “vida real” em uma única experiência. A
tendência é que as marcas e empresas trabalhem mais com essa fronteira que
mistura realidade virtual e real em seus serviços e experiências.
A empresa de e-commerce Alibaba Express, da
China, uma das maiores do mundo, acaba de lançar uma experiência de compras
virtual que permite adquirir produtos na loja de departamentos de Nova York
Macy's, a milhares de quilômetros de distância.
6. Inteligência Artificial
A Inteligência Artificial (IA) está
amadurecendo como ideia, embora ainda não seja uma realidade. Contudo, está
evoluindo exponencialmente, como visto em chat bots (robôs de mensagem
on-line), assistentes pessoais (Siri e Google Assistent) e outros programas de
mensagens instantâneas. Em 2017, a IA continuará no foco de empresas e seus
projetos, que precisarão torná-la mais emocionalmente inteligente e com mais
capacidade de aprendizado - o que pavimentará o caminho para a nova geração de
serviços digitais.
7. Storydoing ao invés de Storytelling
Em 2017, as organizações continuarão a contar
histórias - focando no que elas estão fazendo, não apenas “no que estão
dizendo” - o storydoing. Além disso, marcas terão de dar mais espaço para que
os próprios consumidores contem as suas histórias, à sua maneira.
Para ir além de uma estratégia de marketing de
conteúdo centrada na sua marca, concentre-se nas pessoas, dando ao seu público
as rédeas para moldar e participar de suas próprias histórias. Desafie seu
departamento de marketing a ser orquestrador, não criador dessas histórias.
8. Geração Z no mercado de
trabalho
Chegou a hora de aprender a trabalhar com a
geração Z, também conhecida como Millenium ou nativos digitais. É formada por
jovens que nasceram a partir da metade da década de 90 até o ano de 2010.
O número da geração Z no mercado deve crescer
muito em 2017 e as empresas devem saber como tratá-los, pois são pessoas que já
nasceram em um mundo extremamente tecnológico e conectado, os quais,
certamente, teriam muita dificuldade em trabalhar em uma organização com
pensamento retrógrado e processos analógicos.
10. Home office
Com o advento da internet e do modelo
empresarial de startups, cada vez mais as pessoas encontram formas de ganhar a
vida por conta própria, muitas vezes, de maneira on-line. A liberdade de poder
escolher como, onde e em que horário trabalhar dá o tom do futuro nas empresas.
“A gente pode traduzir essa tendência como flexibilidade”, diz Mariane Guerra,
VP de recursos humanos de ADP do Brasil. Entre os brasileiros, 77% querem ter controle
e flexibilidade para trabalhar onde e do jeito que desejarem.
11. Educação corporativa a distância
A pesquisa O Futuro do Trabalho indica que 75%
dos brasileiros entrevistados acham provável a adoção da tecnologia como o
principal instrumento de aprendizado e registro de novos conhecimentos no meio
corporativo.
As pessoas querem ter acesso ao aprendizado
on-line e isso revoluciona a maneira como as empresas organizam seus
treinamentos. A sofisticação das ferramentas de EAD tem paulatinamente enfraquecido
resistências e essa modalidade de estudo, ano a ano, registra aumento no número
de adeptos.
12. Autogestão
Mais uma tendência que aponta para o
protagonismo do profissional no trabalho e para o avanço da tecnologia. Não há
mais espaço para pegar na mão do funcionário e controlar sua produtividade. A
administração do desempenho da equipe deixará de ser restrita aos gestores, o
que deve redefinir a relação de trabalho entre superiores e subordinados. O
mundo caminha para que as estruturas sejam menos hierarquizadas e mais
colaborativas. Autogestão não significa que não haverá mecanismo de controle de
desempenho. A tendência é que feedback e reconhecimento ganhem dinamismo e
sejam feitos em tempo real.
Para se aprofundar mais sobre o tema, acesse
os estudos completos:
Fjord -
https://trends.fjordnet.com/trends/
Futuro do Trabalho -
http://www.adp.com.br/futuro-trabalho
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